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Blogaridades

À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

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À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

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CAVALO À SOLTA

por bolinando, em 20.10.17

 

 

Hoje, num tempo de tanta falsidade, de tanto desamor, de tanto cinismo e hipocrisia, apeteceu-me deixar aqui uma das canções mais bonitas (para mim, claro) que até hoje se escreveram na língua portuguesa.

Poucas conseguem descrever o amor com tanta força, com tanta intensidade da "passagem para o breve, breve instante da loucura", com tanto desprezo "pelo que pensa e sente a gente certa", com a coragem "de uma espada de dois gumes, tudo ou nada"!

É isto o amor. E não adianta enganarmo-nos... Julgamos que um pouquinho é melhor que nada e um dia descobrimos que o pouquinho é apenas... nada. O amor ou é "tudo", ou não é nada.

O amor ou é um cavalo à solta ou não passa de uma mula manhosa. 

GRACIAS A LA VIDA!

por bolinando, em 18.10.17

Obrigado à vida que me deu tanto. E que me permitiu também tanto dar.

E como seria bom que reconhecêssemos o que temos em vez de estarmos a pedir sempre mais e mais.

E se calhar é por aí que o mundo se divide. De um lado uma minoria que agradece o que tem; do outro uma maioria (espero estar a ser injusto nas contas) que vive da ambição de ter mais e mais, que pisa os outros, que os despreza, para quem o objectivo de vida é um estatuto social elevado, dinheiro para ostentar e se arrogar. No fundo para viver uma vida de "quer mas não pode", em suma, uma vidinha.

Eu dou graças à vida porque me deu um coração para amar. Uma consciência para pensar. "Tripas" para ousar, para ter coragem. Olhos para ver a beleza nas pequenas coisas. E para perceber que por muito belo que seja um quadro de borboletas, as borboletas verdadeiras serão sempre muito mais belas. Porque são reais.

Por isso sei que a minha realidade será sempre muito mais bonita que a ficção de vida de muitos outros, por mais aparentemente glamourosa que seja.

E há mais por aí quem também dê graças à vida. Acredito que nunca estarei só nesta oração em forma de agradecimento.

CHUVA, FINALMENTE!

por bolinando, em 17.10.17

 Finalmente chegou a chuva. Vem tarde para evitar a tragédia de um país a arder. Mas é sempre bem vinda. Que afogue todos os oportunistas que com o maior descaramento e falta de pudor fazem chicana política à custa da desgraça de quem perdeu familiares e todos os bens de uma vida. Que arraste a porcaria e a miséria humana de quem se comporta sem um mínimo de decência, nem moral, nem valores. Porque nem uma tromba de água poderia lavar a consciência de quem não a tem, ou os valores e moral de quem nunca os teve. 

Como é triste ver o pinhal de Leiria, velhinho de 700 anos, 80% queimado! E não se perfila nenhum D. Dinis para o reflorestar. Mas ao menos que surja um Marquês de Pombal qualquer que, como este fez aproveitando a destruição de Lisboa pelo sismo de 1755, promova uma efectiva reforma do ordenamento florestal do nosso país. Foi isso que nenhum governo teve até hoje a coragem de fazer e é isso que se exige deste governo (apesar de curiosamente a oposição e muitos jornaleiros acharem que a prioridade é demitir Ministros. Como se isso resolvesse o que quer que fosse!)

Espera-se também que a chuva possa repor os lençóis freáticos e aliviar a situação de seca extrema em que estamos a cair. 

Pela minha parte deixo aqui um tema velhinho, do José Feliciano, que tantas ouvi com a chuva a cair, durante a minha infância. Considero-o ainda muito actual.

LEONARD COHEN, AGORA E SEMPRE

por bolinando, em 16.10.17

 Leonard Cohen é mais que uma mera referência musical para mim. Com o tempo foi-se tornando uma referência geracional, moral, afectiva. Poucos poderão dizer que nunca ouviram Leonard Cohen. Mas menos ainda poderão dizer que conhecem a fundo a obra deste génio. E é pena que os  meios de comunicação apenas tenham divulgado (às vezes à exaustão) os seus temas mais conhecidos. Porque entre os outros, os menos passados na rádio, perdidos nas faixas intermédias dos velhos discos em vinil, ou apenas disponíveis em gravações pirata, escondem-se preciosidades como este "Leaving the Table". 

E nesses temas, tão intimistas como os outros, mas dirigidos talvez a situações mais específicas, Cohen, mais que referência, torna-se uma inspiração. Todos nós, muito provavelmente, já alguma vez na vida decidimos "abandonar o jogo". E não consigo imaginar maneira mais elevada, mais digna e mais triunfante do que a de Cohen neste "Leaving the Table". 

SOMEWHERE...

por bolinando, em 14.10.17

Mas o meu musical favorito deve ser o West Side Story. E queria deixar aqui um dos grandes temas dessa obra-prima. O tema "Somewhere". Um hino à esperança e ao amor. "There's a place for us... somewhere a place for us... Peace and quiet and open air..." Tudo o que se pode encontrar no alto da montanha, se a quisermos escalar. E na música, como na vida, tudo se conjuga e nada acontece por acaso.

De volta

por bolinando, em 14.10.17

Após uma longa ausência estou de volta ao meu blog. E marco o regresso com uma das músicas que considero muito importantes na minha vida. "Climb Every Mountain", de um dos melhores musicais de todo o sempre, o "Música no Coração". É uma música das mais inspiradoras que conheço. De facto há que escalar todas as montanhas, porque só no seu topo se consegue vislumbrar o que se esconde para lá delas. No filme era a Liberdade, a fuga à opressão do regime nazi. Às vezes na vida real as montanhas que escalamos também nos conduzem à Liberdade. Mas muitas vezes temos medo de as escalar... assusta-nos o desconhecido... preferimos manter-nos na nossa bolha de conforto, sem nos darmos conta de quão tóxico é o ar que nela respiramos. Há que escalar as montanhas! Não há que ter medo delas. Como dizia Augusto Cury "Não tropeçamos nas grandes montanhas mas sim nas pequenas pedras". São estas últimas que nos magoam. E à medida que subimos vamos respirando um ar cada vez mais rarefeito, mas cada vez mais puro. E vamos descobrindo que afinal o medo das vertigens era apenas o medo de ser livre. Eu estou a subir a minha montanha mais uma vez. Decidido e confiante. (Esta não é a versão original do filme mas sim a interpretação da grande Kiri Te Kanawa de que gosto muito).

ENCONTRO DE VOZES, ENCONTRO DE ALMAS

por bolinando, em 01.02.17

Cuca Roseta e Niña Pastori... Duas vozes, dois percursos, duas culturas... e quando se encontram há uma fusão de almas., valganos Dios.

 

Quiero que me beses
Y a media voz decirte que te amo
Y hablame bajito
Que nadie se entere
Lo que nos contamos
Quiero que me beses
Que nadie se entere
Lo que nos amamos.

 

Canta Niña Pastori, em castelhano,com sons de flamenco

 

Por ti serei

Anjo da guarda 

e guardarei teu coração

e apagarei toda a lembrança

e te darei a luz da Lua

que o teu coração buscava.

 

Responde Cuca em português, com sons de fado.

 

A música é isto, encontro de almas. 

OS OLHOS DE DEUS

por bolinando, em 27.01.17

Ninguém tem os olhos de Deus, mas todos temos os olhos de Deus...

Por isso Preciso de Mais e Não Preciso de Mais.

Porque todas as despedidas são lâminas. E tanto podem acontecer num cais, como numa paragem, ou num parque.

Mas o cais também pode ser um embarcadouro, onde se embarca em mim.

E o "porto de abrigo" sempre presente...

Ana Moura é uma grande voz da nossa música. Tão grande que não se importa de cantar temas escritos por outros, como este escrito pelo Abrunhosa. E em boa hora o fez. Este é um daqueles temas que se entranha e fica connosco para sempre, sobretudo quando temos a noção de que "o tempo é curto". 

Não me sai da cabeça (mas também não quero tirá-lo de lá).

E DE MADRUGADA... NO ALENTEJO

por bolinando, em 04.01.17

 Porque no Alentejo até de madrugada se ouvem coisas bonitas, ao contrário dos grandes centros urbanos. Isso sim, é qualidade de vida!

MORREU A RAINHA DA MÚSICA CIGANA - ESMA REDZEPOVA

por bolinando, em 12.12.16

Morreu a macedónia de etnia cigana Esma Redzepova, considerada a rainha da música cigana. Mas foi muito mais que uma simples cantora. Quando começou a sua carreira, ainda na antiga Jugoslávia, enfrentou dificuldades por parte do regime de Tito que não via com bons olhos a cultura "romani", no conglomerado de Nações que governava e cujas identidades culturais e não só, tentava sufocar. Mas Esma enfrentou também uma forte oposição por parte da sua etnia, que considerava impróprio que uma mulher cantasse em público e sozinha.

Daí para a frente a vida de Esma foi uma permanente cruzada em defesa dos valores e da cultura do seu povo e da emancipação das mulheres do seu povo.

Defendeu igualmente a participação dos ciganos na política e deu o exemplo, participando activamente na cidade onde vivia, Skopje. 

Dedicou-se igualmente a causas humanitárias, tendo adoptado 47 crianças.

É mais um exemplo de como a música pode ser uma poderosa arma nas mãos, aliás, na voz de quem a utilize para fins nobres de emancipação e dignificação.

Descanse em paz... e que sirva de exemplo para os ciganos de todo o mundo, uma comunidade hoje com sérios problemas de identidade e de imagem, muito devido à infiltração de problemas de marginalidade no seu seio.

E deixa-nos os registos da sua grande voz.

 

 

 

 

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