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Blogaridades

À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

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Do Futebol à Democracia…

por bolinando, em 05.02.18

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Em 20 de Maio de 1936, em Braga, Salazar proferia um discurso onde alinhava os valores que iriam nortear o sinistro regime que governou e atrasou Portugal durante meio século. Eram estes os 5 pilares do obscurantismo salazarista:

“Não discutimos Deus e a virtude; não discutimos a Pátria e sua História; não discutimos a autoridade e o seu prestígio; não discutimos a família e a sua moral; não discutimos a glória do trabalho e o seu dever”.

A estes parece que há quem queira juntar um sexto: Não se discute o clube e o seu Presidente.

Lamento que assim seja. Sempre achei que todos esses valores eram, pelo menos, discutíveis. O mais recente ainda mais.

Todos sabemos que as razões que presidem, no essencial, à opção que tomamos, regra geral em tenra idade, de apoiar este ou aquele clube, são essencialmente circunstanciais e não racionais. Mas isso não obriga a que tenhamos de ser, nós próprios, irracionais.

A opção, é sempre respeitável e recuso-me a encarar todos aqueles que não pensam da mesma forma que eu, sobretudo em termos clubísticos, como mais que simples adversários desportivos.

Vem isto a propósito de alguns comentários mais ou menos desbragados, motivados por um post que recentemente coloquei no MEU Facebook sobre a recente derrota do meu Sporting frente ao Estoril e às mais recentes diatribes do labrego malcriado que preside ao clube.

Acho que é um direito que me assiste.

Mais que andar a apregoar-me como livre-pensador prefiro considerar-me alguém que pensa e que é livre. E que faz da liberdade um exercício diário, sobretudo mental e não apenas um acto sazonal de colocar papéis numa urna.

Ao contrário de outros não me arrogo o direito de diagnosticar as doenças da democracia, até porque não sou médico democratologista. Mas sei que um dos sinais de saúde da democracia é o direito de opinião, não apenas das maiorias mas (e sobretudo) das minorias, não só a terem esse direito mas a poderem expô-la livremente. E claro, sem referências a “correctivos” e outras formas de coacção.

E sobre maiorias muito haveria a dizer. Hitler acabou por ser eleito e não é isso que fez dele um modelo de virtudes. Muito recentemente os americanos (ok, com uma ajudinha dos russos) elegeram Trump para presidente e não é isso que faz dele “flor que se cheire”. E então quando falamos de “turbas” as coisas ainda pioram. Ceausescu 3 dias antes de ser apeado do poder e fuzilado, tinha sido vitoriado por centenas de milhar de romenos e entre os que o fuzilaram estariam por certo alguns dos que o tinham vitoriado. Alguém me explicou como se calcula o coeficiente de inteligência da turba: pega-se no coeficiente de inteligência do membro mais desprovido da dita e divide-se pelo número de elementos da turba. Esse é o coeficiente de inteligência da turba!

Desiludam-se os que pensam que vou deixar de considerar Bruno de Carvalho um perigoso caudillo populista, labrego e mal-educado, golpista e outras coisas mais, mas todas más. Ou que vou deixar de considerar Jorge Jesus um treinador fraco, medroso e com um umbigo do tamanho do mundo, para além de igualmente mal-educado. E não é o ter ganho uma Taça da Liga (até há bem pouco tempo considerada por muitos dos que agora a enaltecem, como a Taça das Barracas, das Caricas, etc), que muda o que quer que seja da minha opinião. Eu não quero só o Sporting a ganhar. Quero o Sporting a ganhar, a jogar bem, a dar espectáculo dentro do campo, a respeitar os adversários e a ser o que foi desde a sua criação: um clube diferente e que encha de orgulho os seus adeptos.

Mas para alguns nada disso importa.

Se as notícias não são boas fazem como Dario III, o Rei Persa que mandava matar os mensageiros que as traziam.

O Sporting perdeu vergonhosamente com o Estoril e hipotecou quiçá o título (por causa do vento, claro) e quem é posto em causa não é a luminária do Jesus mas sim aqueles que como eu questionam o que anda a fazer para o salário milionário que ganha!

Não sei a que se referem quando falam do “croquete”. Não gosto particularmente. Mas também não tenho de me rebaixar ao nível da  “ sandes de córatos, da bifana com muita molhenga, com uma mine morna e rebatida com um café com cheirinho”.

Os nossos adversários mais directos já passaram pelo mesmo. No Porto os sócios endeusaram o Presidente, não se preocuparam com as vozes que avisavam para o mau caminho que se trilhava e apanharam com um "Apito Dourado", No Benfica também se endeusou Vale e Azevedo e vejam no que deu. Ainda agora não me admiraria que Luis Filipe Vieira arrastasse o Benfica para um atoleiro de onde muito dificilmente sairá..

Não quero que aconteça o mesmo ao meu Sporting.

E por isso vou continuar a dizer e escrever o que penso. Não até o Jorge Jesus ganhar um campeonato para o Sporting, pois já não sou novo e não tenho saúde e anos que me restem para tal, mas pelo menos até o Camarada Presidente Bruno Chavez tomar o poder, me expulsar de adepto e me enviar para o Gulag onde terei de recitar horas a fio o mantra “Bruno é Grande e Jesus é o seu Profeta!”

Até lá continuarei a escrever no meu Fabebook, se não se importam, e quem não gostar deixe à beira do prato e desculpem qualquer coisinha!

DO ALMIRANTE SEM MEDO AO PAISANO SEM EDUCAÇÃO...

por bolinando, em 05.03.17

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Sou do Sporting desde que me conheço. Mas pratiquei muitos desportos, a partir dos 3 anos de idade, curiosamente nunca no Sporting mas sim em clubes mais pequenos, como o Lisboa Ginásio Clube, não por questões clubísticas mas por horários, facilidades conseguidas, etc. Não foi portanto como praticante a minha adesão ao clube. Como também já não sou do tempo dos 5 violinos, em que o Sporting dominava em absoluto o panorama futebolístico nacional, também não foi por aí a minha adesão ao clube. Não foi por o considerar melhor (nem pior) que os outros. Foi por o achar diferente, segundo a mesma linha que tinha motivado a adesão da minha mãe ao clube do Leão. E por considerar o meu Sporting um clube diferente aturei, durante anos, sem vacilar, as "bocas" dos adversários, maioritários em todo o lado, na escola, no trabalho, na tropa. Que importava?! Tinha orgulho em ser do Sporting, nos seus valores, em quem dava a cara por ele. Claro que os resultados importavam. Mas não eram tudo!

Ao longo da minha vida de desportista de várias modalidades (ginástica, ginástica desportiva, basquetebol, luta greco-romana e, mais tarde, tiro com arco) aprendi que o valor dos nossos adversários é fundamental. Não é a competição connosco próprios que nos motiva e faz progredir. É a competição com os outros. E quanto mais fortes os outros forem, mais nós temos de ser fortes. Por isso sempre respeitei os meus adversários e sempre desejei que fossem fortes para eu poder ser ainda mais forte. O "clube único" não é mais que uma variação do "pensamento único" que abomino! Daí que não confunda adversários com inimigos. Não quero a destruição dos meus adversários, quero a minha consagração como melhor que eles. E isso é uma das primeiras coisas que me separa irredutivelmente do actual presidente do meu clube.

E ao longo da minha vida conheci vários presidentes do meu clube. Desde "Presidentes de Camarote", que apenas apareciam em dias de jogo e que, pelo menos aparentemente, pouca intervenção tinham no quotidiano do clube, até "Presidentes Adeptos". Sim, porque para mim, presidentes como João Rocha foram verdadeiros Presidentes Adeptos. Presentes sempre que eram precisos, apoiantes à distância quando eram necessários e não queriam ficar com os louros todos, mas sempre vibrantes com os êxitos do clube e feridos com os seus insucessos. Mas sem nunca esquecerem que a sua imagem era a imagem institucional do clube. E lamento mas o actual Presidente do Sporting não é um "Presidente Adepto", mas sim um "Presidente Hooligan", que desconhece o seu lugar e desce a patamares questionáveis até para os mais "básicos" dos simpatizantes. Um presidente que não só não controla os instintos mais básicos desses mais básicos adeptos, como os incentiva.

E também na minha vida tive o privilégio de conhecer o Almirante Pinheiro de Azevedo, o homem que ficou conhecido como o Almirante Sem Medo, por quem sempre tive simpatia (ou não tivéssemos em comum os Fuzileiros). Fiquei agora a saber que Bruno de  Carvalho é seu sobrinho-neto. Mas presumo que tenha convivido pouco com o seu tio-avô. Pinheiro de Azevedo não era mal-criado e não tolerava más-criações. Era apenas desbocado. E aposto que lidaria com as más criações infantis com um par de açoites. Que obviamente Bruno de Carvalho não levou. E que muita falta lhe fizeram. 

Que se esperaria de alguém que cospe na cara de um velho (por mais irritante, troglodita e aldrabão que este seja)?

O discurso de vitória de Bruno de Carvalho só veio realçar a sua total falta de capacidade social, a sua má criação, o seu perigoso egocentrismo, a sua tentação totalitária, enfim, tudo aquilo que o deveria desclassificar para o cargo que em má hora conquistou.

Aos adeptos prometeu títulos. E vai dar-lhes muitos... títulos de jornais. 

Custa-me ver, a seu lado, algumas pessoas que muito admiro e que não esperava ver ao lado de tão sinistra e mal educada personagem.

Eu sei  que o Sporting vai sobreviver, como já sobreviveu a Jorge Gonçalves. Mas o Sporting não devia ser um clube condenado a lutar pela sobrevivência mas sim fadado a lutar pela preponderância. E enquanto tiver à sua frente irresponsáveis, parolos, mal criados e chico-espertos como este não iremos longe.

E como não sou mal criado, mas fui oficial de marinha, em resposta ao discurso de vitória de Bruno de Carvalho só lhe digo o seguinte: "Ó Bruno de Carvalho, vai para aquele cesto de vigia no alto do mastro!"

 

QUEM NÃO SABE QUE OS LEÕES RUGEM?

por bolinando, em 11.02.17

O presidente do meu clube e putativo candidato a mais um mandato atirou-se ao seu oponente nas eleições, Pedro Madeira Rodrigues, dizendo que "quem não sabe que os leões rugem não devia ter aspirações dentro do Sporting". 

Isto não é um presidente, é um serviço público! Uma verdadeira telescola sem pantalha! Aposto que ainda vai ensinar as crianças que os carneiros balem, os burros zurram, as galinhas cacarejam e os pintainhos fazem piu-piu.

Mas eu, desejoso de o ajudar, aproveito para lhe revelar que "quem deita baforadas de fumo pelas narinas são os dragões e quem assim utiliza os cigarros electrónicos só devia ter aspirações dentro do FCP".

Para o ajudar na sua saga pedagógica "Como fazem os animais", aqui fica a ajuda inestimável do D. Duarte quase II.

 

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