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À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

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OS HERÓIS DA MINHA INFÂNCIA - O TIGRE DA MALÁSIA

por bolinando, em 30.12.16

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Outro herói que povoou os sonhos da minha infância foi Sandokan, o Tigre da Malásia, a personagem criada pelo italiano Emilio Salgari.

Se o major Alvega quase me decidiu a ir para a Força Aérea, já Sandokan me convenceu em definitivo a ir para a Marinha, inspirado nas aventuras marítimas no Oceano Indico e com os desembarques nas selvas repletas de perigos, com tigres, serpentes e sikhs, tudo ao molho (Na altura nem imaginava que isso era missão para fuzileiros, e quando o fui, o Sandokan já não era bem o meu ídolo, apesar de no curso de oficiais fuzileiros ter tido um cabo instrutor apelidado de Sandokan, mas que acho que não era o mesmo, pois era alentejano e não de Mompracém).

As aventuras de Sandokan propriamente ditas julgo que não compreendiam mais que 11 volumes mas li tantos que julgo que os deva ter lido por mais de 3 ou 4 vezes, sobretudo naquelas saudáveis e saudosas férias grandes que duravam de 9 de Junho a 6 de Outubro. E enquanto Alvega arrasava com alemães, já Sandokan tinha como principais inimigos os imperialistas ingleses e a sua odiosa Companhia das Índias. 

Penso até que, tal como Alvega ajudou a moldar a minha consciência anti-fascista, Sandokan ajudo-me a não gostar dos imperialismos, sobretudo quando em conflito com os meus heróis.

Claro que a  minha adesão ao Sandokan também foi muito impulsionada pelo facto de ele ter um amigo inseparável, alegadamente português. E digo alegadamente porque Emilio Salgari nem se deu ao trabalho de baptizar com um  nome português esse "parceiro" do Tigre da Malásia. Chamou-lhe, vejam lá, Yanez de Gomera! Como se algum português se chamasse assim. Mas até isso lhe desculpei, de tal forma estava embevecido com as aventuras exóticas do herói principal e do seu companheiro, putativamente meu compatriota. 

E claro, havia a Marianne, por quem Sandokan  estava apaixonado. E que ainda por cima era orfã. Acho que isso contribuiu muito para que a minha primeira namorada, por volta dos meus 7 ou 8 anos, se chamasse Mariana. Percebo hoje que não era por ela que eu estava "apaixonado", mas sim pelos livros do Sandokan.

Tal como com Alvega, eu estava firmemente convencido da imortalidade de Sandokan. E tal como com Alvega, essa convicção ficou comprovada por também ele ter sobrevivido a uma série televisiva em que o herói de Salgari foi muito maltratado, pelo menos aos meus olhos. 

E, cá para nós, acho que foi em Sandokan que Mao Tse-Tung se inspirou quando postulou que "os imperialistas são tigres de papel!" O ganda manganão também lia o Tigre da Malásia!

 

 

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