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À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

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ENERGIAS LIMPAS... OU NEM TANTO

por bolinando, em 26.12.16

The Alto Minho windfarm.

https://www.theguardian.com/news/2016/dec/26/this-is-possible-we-did-it-the-week-portugal-ran-on-renewables

 

Foi hoje publicado no "The Guardian" um artigo, cujo link aqui deixo, onde se refere que em Maio o nosso país funcionou, em termos energéticos, exclusivamente a energias renováveis durante 4 dias inteiros, e sem problemas.

Ora aqui está uma boa notícia, pensei eu, tal como a maioria dos leitores. Mas depois continuei a ler o artigo e a satisfação começou a dar lugar à preocupação.

É que fiquei a saber que isso foi conseguido em grande parte através da energia eólica obtida através de turbinas eólicas.

Aliás é mesmo referido que, aquando da sua inauguração, há cerca de oito anos, no Alto Minho, o nosso país passou a deter o maior complexo onshore de turbinas eólicas.

Isso veio reforçar a minha convicção de que as turbinas eólicas estão a proliferar como cogumelos no nosso país, de forma anárquica e sem qualquer legislação que estabeleça uma distância mínima de protecção em relação a habitações.

E porque deveria existir essa protecção?, perguntarão alguns. Pois se as turbinas nem ruído produzem...

Ora isso não é verdade. Em termos muito "laicos" diria que o ruído é vibração e que o nosso ouvido apenas capta uma frequência restrita dessas vibrações. Abaixo e acima dessa gama de frequências não "ouvimos" essas vibrações, mas elas estão lá, atingem-nos e afectam-nos.

E se medirmos o ruído produzido por essas turbinas nas frequências não audíveis, verificamos que ele está lá, e de que maneira!

Não é por acaso que os animais que utilizam a ecolocação, como por exemplo os morcegos, são dos primeiros a debandar das zonas onde são instaladas essas "wind farms". E que os cães são dos primeiros a denotar alterações comportamentais.

E nos últimos anos a investigação científica, nomeadamente a iniciada pelo Dr. Nuno Castelo Branco e prosseguida pela luso-americana Mariana Alves Pereira, aponta para consequências muito graves da exposição prolongada a essas vibrações, levando mesmo à caracterização de uma nova doença, a doença vibroacústica.

Essa investigação, que em Portugal é dificultada, silenciada e escondida, está por exemplo a causar grande preocupação noutros países como a Austrália, a Nova Zelândia, ou a Holanda. Noutros países, como por exemplo em França, a medicina estipula uma distância mínima de protecção em relação às habitações.

Em Portugal tudo isto continua a ser ignorado... ou escondido.

Daí as minhas preocupações. É que não pode haver energias limpas com procedimentos sujos.

Prometo voltar a este tema daqui a algum tempo. 

 

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