Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Blogaridades

À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

Blogaridades

À Bolina Pela Vida... Irónico contra os ventos surumbáticos, sério contra os ventos irresponsáveis, iconoclástico contra os ventos dogmáticos, e politicamente incorrecto sejam quais forem os ventos...

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

DO ALMIRANTE SEM MEDO AO PAISANO SEM EDUCAÇÃO...

por bolinando, em 05.03.17

Imagem relacionada

Sou do Sporting desde que me conheço. Mas pratiquei muitos desportos, a partir dos 3 anos de idade, curiosamente nunca no Sporting mas sim em clubes mais pequenos, como o Lisboa Ginásio Clube, não por questões clubísticas mas por horários, facilidades conseguidas, etc. Não foi portanto como praticante a minha adesão ao clube. Como também já não sou do tempo dos 5 violinos, em que o Sporting dominava em absoluto o panorama futebolístico nacional, também não foi por aí a minha adesão ao clube. Não foi por o considerar melhor (nem pior) que os outros. Foi por o achar diferente, segundo a mesma linha que tinha motivado a adesão da minha mãe ao clube do Leão. E por considerar o meu Sporting um clube diferente aturei, durante anos, sem vacilar, as "bocas" dos adversários, maioritários em todo o lado, na escola, no trabalho, na tropa. Que importava?! Tinha orgulho em ser do Sporting, nos seus valores, em quem dava a cara por ele. Claro que os resultados importavam. Mas não eram tudo!

Ao longo da minha vida de desportista de várias modalidades (ginástica, ginástica desportiva, basquetebol, luta greco-romana e, mais tarde, tiro com arco) aprendi que o valor dos nossos adversários é fundamental. Não é a competição connosco próprios que nos motiva e faz progredir. É a competição com os outros. E quanto mais fortes os outros forem, mais nós temos de ser fortes. Por isso sempre respeitei os meus adversários e sempre desejei que fossem fortes para eu poder ser ainda mais forte. O "clube único" não é mais que uma variação do "pensamento único" que abomino! Daí que não confunda adversários com inimigos. Não quero a destruição dos meus adversários, quero a minha consagração como melhor que eles. E isso é uma das primeiras coisas que me separa irredutivelmente do actual presidente do meu clube.

E ao longo da minha vida conheci vários presidentes do meu clube. Desde "Presidentes de Camarote", que apenas apareciam em dias de jogo e que, pelo menos aparentemente, pouca intervenção tinham no quotidiano do clube, até "Presidentes Adeptos". Sim, porque para mim, presidentes como João Rocha foram verdadeiros Presidentes Adeptos. Presentes sempre que eram precisos, apoiantes à distância quando eram necessários e não queriam ficar com os louros todos, mas sempre vibrantes com os êxitos do clube e feridos com os seus insucessos. Mas sem nunca esquecerem que a sua imagem era a imagem institucional do clube. E lamento mas o actual Presidente do Sporting não é um "Presidente Adepto", mas sim um "Presidente Hooligan", que desconhece o seu lugar e desce a patamares questionáveis até para os mais "básicos" dos simpatizantes. Um presidente que não só não controla os instintos mais básicos desses mais básicos adeptos, como os incentiva.

E também na minha vida tive o privilégio de conhecer o Almirante Pinheiro de Azevedo, o homem que ficou conhecido como o Almirante Sem Medo, por quem sempre tive simpatia (ou não tivéssemos em comum os Fuzileiros). Fiquei agora a saber que Bruno de  Carvalho é seu sobrinho-neto. Mas presumo que tenha convivido pouco com o seu tio-avô. Pinheiro de Azevedo não era mal-criado e não tolerava más-criações. Era apenas desbocado. E aposto que lidaria com as más criações infantis com um par de açoites. Que obviamente Bruno de Carvalho não levou. E que muita falta lhe fizeram. 

Que se esperaria de alguém que cospe na cara de um velho (por mais irritante, troglodita e aldrabão que este seja)?

O discurso de vitória de Bruno de Carvalho só veio realçar a sua total falta de capacidade social, a sua má criação, o seu perigoso egocentrismo, a sua tentação totalitária, enfim, tudo aquilo que o deveria desclassificar para o cargo que em má hora conquistou.

Aos adeptos prometeu títulos. E vai dar-lhes muitos... títulos de jornais. 

Custa-me ver, a seu lado, algumas pessoas que muito admiro e que não esperava ver ao lado de tão sinistra e mal educada personagem.

Eu sei  que o Sporting vai sobreviver, como já sobreviveu a Jorge Gonçalves. Mas o Sporting não devia ser um clube condenado a lutar pela sobrevivência mas sim fadado a lutar pela preponderância. E enquanto tiver à sua frente irresponsáveis, parolos, mal criados e chico-espertos como este não iremos longe.

E como não sou mal criado, mas fui oficial de marinha, em resposta ao discurso de vitória de Bruno de Carvalho só lhe digo o seguinte: "Ó Bruno de Carvalho, vai para aquele cesto de vigia no alto do mastro!"

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D